Um documentário que investiga o papel e os dilemas dos fotógrafos diante da violência urbana no Rio de Janeiro. Discute os limites éticos do fotojornalismo ao expor a dor e a vulnerabilidade humanas nas páginas dos jornais. Por meio de depoimentos e imagens reais, o filme reflete sobre o impacto das fotografias na opinião pública e na própria consciência dos profissionais.
Mais que uma análise técnica, o filme propõe um debate sobre empatia e responsabilidade social na cobertura de conflitos. O olhar dos fotógrafos se torna também o olhar de uma cidade partida entre o medo e a esperança. Com abordagem crítica e humanista, a produção dá voz aos que registram o que muitos preferem não ver. E uma reflexão urgente sobre o poder — e os limites — da imagem na era da exposição total.
Duração: 65 minutos
O documentário é o relato da viagem de fotojornalistas em seu dia de descanso a uma festa da comunidade negra no Quilombo São José da Serra, uma organização social com 150 anos de existência e cerca de 200 quilombolas, que há muito lutam pela preservação da cultura Afro no estado do Rio de Janeiro.
Neste registro a fotografia é um elemento multirracial, com todas as origens no território africano e todos os elementos transitando entre o Brasil urbano e o rural, entre o sentimento que define África e América Latina.
Duração: 26 minutos
O documentário é a terceira etapa do projeto sobre fotojornalismo, direitos humanos e cidadania na cidade do Rio de janeiro e o filme analisa questões como as diferenças sociais entre asfalto e favela, conceitos como Cidade Partida e outras análises sobre o convívio urbano carioca.
Vivendo um outro olhar mostra a fotografia e o jornalismo feito de dentro das favelas com o enfoque das próprias comunidades. É uma visão de dentro para fora, como o próprio morador da favela vê sua realidade em contraponto com a versão jornalística feita por setores sociais que quase nunca têm acesso ao processo de estruturação da sociedade, mas que têm o diferencial de estar no contexto da realidade retratada.
Duração: 81 minutos
Os diversos, variados e plurais conceitos de Direitos Humanos na América Latina são discutidos do ponto de vista de personagens que são, em alguns casos, protagonistas da história contemporânea do continente.
Apresentado em capítulos, o filme trata do entendimento de direitos individuais e coletivos como questões de gênero, orientação sexual, educação, comunicação, meio ambiente, povos originários, segurança pública e ditaduras militares. Ao apresentar estas questões, a proposta é analisar como os direitos humanos podem ser um elemento de integração na América Latina por meio de uma nova visão dos conceitos que definem a vida como um direito básico a ser conquistado.
Duração: 95 minutos
Em pleno século 21, no Estado do Rio de Janeiro, quilombolas e indígenas estão unidos na luta pela terra como forma de se fixar no campo, de perpetuar suas origens, sua cultura e sua religião.
O direito à posse da terra de seus antepassados, nos diversos Quilombos espalhados pelo Brasil, torna essas comunidades em espaços de luta pelo seu reconhecimento, células rurais de resistência armada apenas de vontade de coexistir em paz com o resto do país.
Nesta mesma situação encontra se diversas comunidades indígenas em uma luta incansável para ter o direito á terra, para que posam manter suas famílias e tradições sem a presença de grileiros ou elementos que os condenem a viver em miséria como se não fossem eles verdadeiros brasileiros.
Duração: 70 minutos
Este documentário revela o ponto de vista dos integrantes das FARC-EP sobre o conflito que há cinco décadas marca a Colômbia. Filmado em La Habana, o longa registra depoimentos de 13 representantes da organização, participantes das Mesas de Diálogo de Paz iniciadas em 2012.
Sem acesso ao governo colombiano, o filme foca os bastidores da guerrilha, exibindo arquivos inéditos das montanhas do país. A narrativa mantém tom jornalístico e imparcial, revelando um lado pouco visto da história. O resultado é um documento essencial sobre o mais longo conflito armado da América Latina.
Duração: 82 minutos
No final de 2014, com a tentativa frustrada de distensão das relações entre Cuba e o resto do mundo na expectativa do levante do bloqueio, Jorge Mautner realiza um histórico show em La Habana, acompanhado por Bem Gil no violão. O longa-metragem apresenta diversos depoimentos de Mautner pelas ruas da capital cubana, abordando diversos assuntos como filosofia, política, religião, literatura e meio ambiente, criando um distanciamento entre sua vida pessoal e o espectador.
Um dos maiores pensadores brasileiros contemporâneos é apresentado entre música, revolução cubana, Santeira, Ernest Hemingway, Nazismo, Jesus de Nazareth, Fidel Castro, Mario Schenberg, Comunismo, músicos de rua cubanos, Candomblé, Cristianismo, Che Guevara e Judaísmo tudo misturado em um caldeirão multicultural de um filósofo, escritor e músico brasileiro em sua primeira viagem a Cuba.
Duração: 78 minutos
Uma coprodução do Canal Brasil. Em um cenário de ruas tomadas por manifestantes, durante protestos que muitas vezes terminaram em violência durante 2013, jornalistas têm seus dilemas pessoais analisados a partir de veículos de comunicação em crise econômica e ética, pressionados por ondas de demissões e condições de trabalho inadequadas. Esses são os ingredientes básicos de Abaixando a máquina 2 - no limite da linha, um documentário que discute o momento delicado do jornalismo brasileiro e o delicado momento político daquele tempo.
Duração: 90 minutos
A obra presta homenagem a uma das figuras mais emblemáticas do cinema brasileiro, Pereio, cuja carreira atravessa o Cinema Novo, as pornochanchadas e a Retomada. Em estado natural, ele revisita sua trajetória com humor, ironia e paixão pela arte. Relembra parcerias com Ruy Guerra, Glauber Rocha, Hugo Carvana, Arnaldo Jabor, Flávio Tambellini e Hector Babenco.
As entrevistas revelam o ator em sua essência: provocador, livre e profundamente ligado à sétima arte. Um retrato íntimo e irreverente de um artista cuja presença marcou gerações e redefiniu o humor e a crítica no cinema nacional.
Duração: 92 minutos
O documentário revela o universo dos ilustradores e sua arte como forma de expressão e reflexão social desde o jornalismo dos anos 60, com importantes nomes de profissionais brasileiros atuantes na área, aos dias de hoje, nas diversas mídias atuais.
O filme aborda variados aspectos relacionados à profissão frente à sociedade atual, nunca abandonando a sua vocação, a essência da arte comunicacional, com o uso de desenhos livres e recortes e colagens.
O enredo é focado na transformação que, ainda em curso, agrega, a cada dia, novas plataformas de mídias digitais, que se diversificam pela imprensa e ambientes audiovisuais, provocando um dinamismo necessário para o momento atual.
Duração: 84 minutos
Este documentário aborda os inúmeros desafios enfrentados pela comunidade quilombola de Santa Justina e Santa Izabel, localizada a 120km da cidade do Rio de Janeiro, onde seus integrantes se unem para resistir aos avanços da especulação imobiliária sobre seu território, à invisibilidade e à precariedade sofrida por um Estado deliberadamente opressor e contrário aos seus interesses nestes últimos quatro anos.
Desde ameaças de retirada forçada de suas terras, obstrução do direito de ir e vir e ausência de luz elétrica na maior parte das residências, a união entre descendentes de negros escravizados e brancos autodeclarados, se torna um fator de fortalecimento da luta pela garantia de títulos de posse da terra, de onde várias gerações de quilombolas vêm tirando seu sustento.
Duração: 60 minutos
O filme estabelece uma relação direta entre a reportagem policial de décadas passadas e suas “cascatas”, com um dos maiores problemas da comunicação da atualidade: as famigeradas e temidas Fake News. O filme relembra casos do jornalismo policial e erros cometidos pela imprensa em diversos momentos, e nesse sentido, entrevista vários ícones da crônica policial carioca daquela época.
O filme apresenta a metodologia de apuração dos repórteres policiais onde era rotina o uso do exagero, de certa fantasia literária, nem sempre factual, inclusive também por alguns fotojornalistas, como uma forma alegórica de tornar os crimes banais do Rio de janeiro mais interessantes, para aumentar a venda de jornais ditos populares.
Duração: 77 minutos
O documentário resgata imagens das primeiras manifestações da ONG, passando pelas ações sociais nas favelas do Rio, até os mais recentes protestos e homenagens prestadas na pandemia. Protestos contra a ditadura, contra a violência de gênero, pedindo respostas sobre o 'Caso Amarildo', em memória de crianças e policiais brutalmente assassinados e em memória das vítimas da Covid-19 são retratados no filme.
Participação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do padre Júlio Lancelotti, dos jornalistas Ancelmo Gois (O Globo) e Tom Phillips (The Guardian), da deputada federal, Benedita da Silva, do ex-secretário de justiça e ex-governador do Rio de Janeiro, Nilo Batista. Além de relatos de familiares das vítimas da violência urbana, funcionários da ONG, sociólogos, cinegrafistas nacionais e internacionais.
Duração: 86 minutos